terça-feira, 13 de julho de 2010

VISITA

Em uma manhã como outra qualquer
acordei com os olhos trancados de secreção,
devido a intensa febre noturna.
Quando consegui destapar os olhos,
na porta do quarto me aguardava uma imagem
de fumaça cinza, com ar angelical e infantil.
Não pronunciou uma letra sequer,
apenas me apontava o caminho do quintal.
Por  um instante senti receio em aceitar o convite,
mas mesmo assim, sedi a minha curiosidade.
De pijama, fui para fora.
E a ilustre visita sumiu entre as grandes árvores.
Saí meio acordada, meio sonâmbula
entre as mangueiras.
E, ao longe, ele me chamava com gestos,
e sempre que me aproximava,
a figura desaparecia.
não calculei o tempo que durou o jogo.
A imagem, não sei onde se escondeu,
talves, na infância, atrás de uma árvore grande de mangueira.

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